Foi para a Casa do Pai
Não pode o nosso Seminário deixar de exarar aqui o seu profundo e muito sentido pesar pela morte do saudoso Pe. António Bernardino do Nascimento Barreiros, Pároco do Fundão desde 28 de Outubro de 1978 e, durante alguns anos, zeloso confessor, dedicado e assíduo, dos nossos seminaristas.
Esquecidos de que trazemos a morte connosco desde o nosso nascimento, ou antes desde a nossa conceição no ventre materno, a morte é sempre uma surpresa!
Assim, apesar de, ultimamente, a doença que lhe ia consumindo as forças se ter agravado com visível sofrimento, a infausta notícia da sua morte, na manhã do passado 22 de Agosto, surpreendeu-nos dolorosamente!
Se, pela experiência quotidiana, é bem certo que na vida transportamos a morte, certo é também que na morte transportamos a vida para dela prestarmos contas a Deus, Senhor da Vida!
Embora a nossa aventura, o nosso modo de estar para além da morte seja um mistério insondável, confiados na Misericórdia Infinita do Juiz Divino, piedoso e bom, e porque o saudoso Pe. Barreiros viveu na fidelidade a Deus e à Igreja, acreditamos que a sua formosa alma esteja já a receber o prémio das acrisoladas virtudes de que nos deixou exemplo perdurável.
Sacerdote de piedade intensa, onde sobressaía o amor à Eucaristia e a Nossa Senhora, procurou sempre a Glória de Deus e o Bem das almas.
Fidelíssimo em guardar a Fé, seguiu sempre as orientações do Santo Padre e do seu Bispo Diocesano.
Entregou-se, sem reservas, não obstante tantas incompreensões(!), a todas as paróquias que o Senhor lhe foi confiando ao longo dos 60 anos do seu ministério sacerdotal.
Como vela acesa, irradiando luz e calor, consumiu-se até ao esgotamento total, com alegria interior, apesar do sofrimento moral e físico que, a exemplo do Mestre, com a força do Espírito Santo, sabia ocultar, para tornar esse sofrimento corredentor mais meritório a favor das almas que lhe estavam confiadas.
Que lá do Céu, onde o cremos a receber a “Coroa da Glória e da Justiça”, de que nos fala S. Paulo, interceda também pelo nosso Seminário que muito amou e ama, porque a morte apenas nos torna invisíveis! Como nos diz o Prefácio da Missa de defuntos, “a vida não acaba, apenas se transforma”.
Pe. Mário Gonçalves
Esquecidos de que trazemos a morte connosco desde o nosso nascimento, ou antes desde a nossa conceição no ventre materno, a morte é sempre uma surpresa!
Assim, apesar de, ultimamente, a doença que lhe ia consumindo as forças se ter agravado com visível sofrimento, a infausta notícia da sua morte, na manhã do passado 22 de Agosto, surpreendeu-nos dolorosamente!
Se, pela experiência quotidiana, é bem certo que na vida transportamos a morte, certo é também que na morte transportamos a vida para dela prestarmos contas a Deus, Senhor da Vida!
Embora a nossa aventura, o nosso modo de estar para além da morte seja um mistério insondável, confiados na Misericórdia Infinita do Juiz Divino, piedoso e bom, e porque o saudoso Pe. Barreiros viveu na fidelidade a Deus e à Igreja, acreditamos que a sua formosa alma esteja já a receber o prémio das acrisoladas virtudes de que nos deixou exemplo perdurável.
Sacerdote de piedade intensa, onde sobressaía o amor à Eucaristia e a Nossa Senhora, procurou sempre a Glória de Deus e o Bem das almas.
Fidelíssimo em guardar a Fé, seguiu sempre as orientações do Santo Padre e do seu Bispo Diocesano.
Entregou-se, sem reservas, não obstante tantas incompreensões(!), a todas as paróquias que o Senhor lhe foi confiando ao longo dos 60 anos do seu ministério sacerdotal.
Como vela acesa, irradiando luz e calor, consumiu-se até ao esgotamento total, com alegria interior, apesar do sofrimento moral e físico que, a exemplo do Mestre, com a força do Espírito Santo, sabia ocultar, para tornar esse sofrimento corredentor mais meritório a favor das almas que lhe estavam confiadas.
Que lá do Céu, onde o cremos a receber a “Coroa da Glória e da Justiça”, de que nos fala S. Paulo, interceda também pelo nosso Seminário que muito amou e ama, porque a morte apenas nos torna invisíveis! Como nos diz o Prefácio da Missa de defuntos, “a vida não acaba, apenas se transforma”.
Pe. Mário Gonçalves


1 Comments:
Aproveitando este post, se calhar o meu testemunho é um pouco deslocado.
O padre Nobre, foi meu amigo e conselheiro, nos meus cinco anos de seminarista. Quando soube da sua partida, apesar de estar à muito desligado do seminário, foi um pouco de mim que também morreu. À tempos tive o prazer de conviver com o bispo de Coimbra, ao que parece oriundo de Manteigas, e antigo aluno do Seminário do Fundão. Quando lhe falei da minha passagem, falamos do p. Nobre, do p. Gabriel (seu primo se bem me lembro), do meu vice reitor (p Mário, o p. Alfredo (o meu director espiritual). Aquando esta conversa, foi o reviver da minha meninice passada no seminário.
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