sexta-feira, dezembro 08, 2006

Seminários em Convivio


No dia 11 de Novembro de 2006, o nosso Seminário recebeu a visita do Seminário Maior da Guarda. Chegaram logo pela manhã, por volta das dez horas.
Depois de uma pequena conversa na portaria seguiu-se um animado jogo de futebol disputado pelos dois Seminários. O jogo foi muito disputado e logo na primeira parte eles começaram a ganhar, mas o resultado final foi 6-2 para o Seminário da Guarda, mas quem ganhou foi a diversão. Depois do banho passamos um intervalito no salão de jogos, e seguiu-se o ponto mais alto do nosso encontro: a Eucaristia.
Depois de cantarmos e rezarmos a Deus tivemos um delicioso manjar no nosso refeitório preparado pelas nossas estimadas cozinheiras e irmãs. Depois de saciados com o nosso saboroso almoço tivemos uma tarde de convívio, com a presença das crianças da catequese do Fundão que vieram fazer o seu magusto. Pelo salão de jogos, ringues e jardim viam-se pessoas enfarruscadas e a brincar. Foi uma grande tarde de convívio entre os Seminários Maior e Menor e as crianças da catequese. Seguiu-se um pequeno lanche de castanhas, sumo e jeropiga para os Seminários.
Final e tristemente foi a hora da despedida em que cada um seguiu para as suas vidas e nós voltámos á nossa rotina.
Embora tenham abalado, este dia ficará nas nossas memórias.


Pedro Marçalo e Ricardo Gomes

Achas que isto se devia repetir?

Ainda que a distância de idades seja uma realidade, creio que o intercâmbio entre a mesma “vida de Seminário” se deve encontrar “fisicamente” mais vezes.
A partilha, experiência e a busca de um projecto para a vida é-nos comum, e por isso, a nossa convivência só nos poderá ajudar a chegar á meta: Jesus Cristo
Luís freire
(aluno do 3º ano do S.M.G.)


Sim. (Tão despachado!!! Dizemos nós)
Marcelo Xavier
(aluno do 3º Ano do S.M.G.)

Sim. (Para lhe arrancar esta a resposta da língua quase que tivemos de o meter na forca!! )
Rafael
(aluno do 4º Ano do S.M.G.)

Que mensagem nos gostarias de deixar?

Gostaria de partilhar apenas duas palavras, pequenas literariamente mas profundas de significado. Seminário deve ser um tempo para SONHAR e para viver na ALEGRIA.
Quem conseguir viver nestas duas palavras, conseguirá chegar com confiança á meta que se procura…
Hélder Lopes
(aluno do 6º Ano do S.M.G.)


Sede felizes com Jesus. Ele que gostava dos pequenitos, quer que vós possais viver alegres e contentes no dia-a-dia. Que um dia possais dizer a outros mais pequenitos que aqui fostes felizes.

Pe. Carlos Sousa
(Vice-Reitor do S.M.G.)

Por vezes é difícil aceitar a vida de seminarista, mas um conselho para todos é: aproveitar o tempo enquanto seminarista.
(Bruno Lopes- aluno do 10º Ano do S.M.G.)

Sete Diáconos Permanentes na nossa Diocese

No passado dia vinte e dois de Outubro 2006, foram ordenados na Sé catedral (dia do aniversário da dedicação da mesma) sete Diáconos permanentes.
O Seminário Menor do Fundão, através do seu jornal a “Manhã Radiosa”:
- Felicita os Diáconos Permanentes, as suas famílias e amigos;
- Deseja a cada um deles apostolado fecundo na missão que lhes for confiada;
- Agradece a Deus o dom oferecido em prol da grei diocesana e da Igreja Universal;
- Suplica que a riqueza ministerial, que de Deus provém não se extinga e que, na nossa diocese, encontre cada vez mais, resposta positiva em todos os que se sentirem chamados;
- Espera que os dons de Deus sejam sempre envolvidos em sinais comunitários reveladores da alegria, esperança e comunhão eclesial que define o Povo de Deus;
- Pede-lhes, recordando as palavras de S. Policarpo, a caridade de serem: “misericordiosos, diligentes, caminhando na Verdade do Senhor, que se fez servo de todos”.

Diz o Concílio Vaticano II:
“ Nos lugares em que as Conferências episcopais julgarem oportuno restabeleça-se a ordem do diaconado como estado de vida permanente, em conformidade com as normas da Constituição sobre a Igreja. É útil, com efeito, que para exercer um ministério verdadeiramente diaconal, quer pregando a Palavra de Deus como catequista, quer dirigindo em nome do pároco e do bispo, comunidades dispersas, quer exercendo a caridade em obras sociais ou caritativas, sejam fortificados pela imposição das mãos, transmitida desde o tempo dos Apóstolos e mais estreitamente unidos ao altar, para que desempenhem o seu ministério mais eficazmente, por meio da graça sacramental do diaconado” A.G.16.
Pinheiro Neves

Entrevista ao novo Pároco do Fundão


- Manhã Radiosa (M.R.): - Onde e quando nasceu?
- Pe. Jorge Colaço (P.J.C): - Nasci na cidade da Guarda, freguesia da Sé, no ano de 1968.

- M.R. - Qual foi o seu caminho pastoral até hoje ?
- P.J.C. – Parece que não me “deixam parar”… Depois de estar um ano nas paróquias de Cerdeira, Miuzela… Marmeleiro, Monte Margarida… vim trabalhar como superior, durante 3 anos lectivos, para o Seminário do Fundão. Depois para o Seminário Maior, na Guarda, estive um ano em Viseu com os teólogos, foi o 1º ano em que funcionou o Instituto Superior de Teologia, acumulei gradualmente um conjunto de paróquias em volta da cidade da Guarda…cheguei a ter 10! Deixei entretanto de fazer parte da Equipa educadora do Seminário durante dois anos e depois entrei novamente no Seminário apenas como ecónomo… cargo que anteriormente já tinha desempenhado.
Neste último ano não tive responsabilidades pastorais, fiz uma experiência de “reserva territorial” e agora aqui estou como pároco do Fundão desde o dia 3 de Setembro do corrente ano.

- M.R. - Como se sente como novo pároco do Fundão ?
- P.J.C. – É uma nova experiência. Um desafio, é claro! Sinto que sou chamado a um serviço em Igreja com maior responsabilidade. Estou apenas para servir Deus e os outros… foi para isso que fui ordenado sacerdote.

- M.R. - Tem saudades das outras paróquias por onde passou ?
- P.J.C. – É claro que tenho saudades. Afinal somos humanos! Sobretudo das ultimas, onde estive apenas três anos e meio. Contudo, com um ano em “reserva territorial” e novas experiências, apesar de nas as apagar… atenuaram-se!

- M.R. - Como irá ser a paróquia do Fundão daqui a 5 anos? Principais sonho…
- P.J.C. – Daqui a 5 ano não faço a mínima ideia como será a paroquia do Fundão! Confesso que não trago “sonhos”. Apenas vontade de servir, dar a conhecer a mensagem do Evangelho, a “boa nova”!

- M.R. - Quanto tempo ira ficar aqui connosco ?
- P.J.C. – No Seminário? Sim… até as obras da Casa Paroquial estarem prontas. Mas isso não significa desligar do Seminário. Continuarei a estar sempre presente.

- M.R. - E o que acha do Seminário e o que pensa do futuro desta casa ?
- P.J.C. – Sempre tive e tenho um carinho especial pelo Seminário. Confesso-vos que não tenho uma reflexão amadurecida sobre o futuro desta casa. É verdade que, os seminaristas, são cada vez menos. Mas vale a pena apostar em vós, sobretudo, quando está em causa um projecto tão nobre.

- M.R. - Nós gostávamos que deixasse uma mensagem aos nossos seminaristas
- P.J.C. – Pois, uma mensagem! A vida é um risco contínuo de apostas. Jesus Cristo é uma aposta séria e vale a pena deixar-se cativar por Ele. Ele não falha porque ama. Amai-vos muito… Não tenhais medo de O deixar entrar. Um dia ireis perceber, ainda mais, que essa entrega será motivo para alcançar aquilo que mais desejamos: ser feliz!

Entrevista conduzida por P. Marçalo e Maurício Santos

No Confessionário com...


Pe. Vítor:

- Quem é o Pe. Vítor?
Um ser que luta nas contradições existenciais desta vida para vir a ter certezas na Outra…

- Qual foi o seu caminho pastoral até agora?
1989-2001 – Seminários do Fundão, Guarda e Viseu;
1999-2000 – Vila Fernando;
2000-2001 – Trancoso;
2001-2002 – Aldeia Velha;
2002-2003 – Administrador Paroquial das Paróquias confiadas ao Pe. António Maria Prado (Zona do Rochoso, Miuzela, Vila Fernando e Castanheira);
2003-2004 e 2004-2005 – Pároco de Cerdeira, Miuzela, Porto de Ovelha e Parada;
2005-2006 – Pároco de Rochoso, Pousade, Vila Garcia, Casal de Cinza, Albardo, Castanheira, Gagos e Monteiros;
A partir de 6 de Julho de 2006 – Capelão do Hospital do Fundão.

- Com tantas camisolas desportivas, afinal qual é o seu clube?
São todos! Tudo em um: E pluribus unum!
Mas para aclarar, tenho seis camisolas de cores diferenciadas do SL Benfica – Glorioso (que é um clube “brutal”) – e como diz o Padre Tó: “- Porque é um clube demasiado grande para um pais tão pequeno!”.

- Sabemos que trabalha no hospital do Fundão qual é a sua missão lá?
Temos um lema: CUIDAR, ALIVIAR e CONSOLAR.
Penso que também era o lema da missão de Jesus, S. Vicente de Paulo ou S. João de Deus e realmente todos nós temos que AMAR e SER AMADOS.

- Qual foi a cena mais caricata que lhe aconteceu no hospital?
As cenas acontecem a toda a hora mas no primeiro dia disse a um jovem doente impossibilitado de andar: “- Então, andas bem!?” Apeteceu-me desaparecer do mapa naquele momento.
Mas, ver uma colega de bebé a dançar o Vira da Madeira e os colegas a rirem-se… “Ganda” Cena!

- Gostamos muito da sua companhia (principalmente no futebol) porque você é “brutal” será que podemos contar consigo durante muito tempo?
O tempo (futuro) a Deus pertence. Não faço planos, assim não me iludo nem desiludo, sinto-me livre com as surpresas… seguindo a SUA LUZ!... Adoro-vos miúdos, a sério, e vós sabeis!...

Cantinho da Saudade...

Aproveita esta oportunidade para enviar um pequeno donativo para o nosso Seminário que á 50 anos nos estendeu os seus braços...nos acolheu ... nos preparou para VIVER A VIDA... e nos chamou a participar no seu espirito de MISSÃO!...
Não há duvida : o trabalho realizado deixou as marcas que se tornaram LUZ E GUIA do nosso caminho...é que, afinal, há memórias, que o TEMPO não pode apagar... compromissos verdadeiramente assumidos!...
Se não fosse assim, porque seriam BELAS as coisas BELAS que recordamos nosso Seminário?!...
Que o Senhor nos ajude.

Coimbra, 25/10/2002
José Benardino Alves, sócio nº 520

50 anos depois...


Os alunos entrados em 1956 no Seminário do Fundão, tiveram a comemoração dessa data no passado dia 28 de Outubro de 2006, em reunião/convívio, promovida pela Associação dos Antigos Alunos dos Seminários do Fundão e Guarda.
O encontro começou pelas 10.30 horas e prolongou-se até as 18.00 horas, tendo decorrido no Seminário e no Parque Florestal de Alcongosta, Serra da Gardunha.
Apenas 20 antigos alunos estiveram presentes, sendo que entraram no Seminário nesse ano de 1956, 64 jovens.
Foi um dia de convívio para estes homens que recordaram os tempos de meninice passados nesta casa que lhes deu formação cívica, cristã e humanista para a vida e que volvidos 50 anos a ela voltaram num testemunho de gratidão e saudade.
Esta actividade consta do programa de eventos anuais promovidos pela Direcção da AAASFG e já se realiza desde 1998.

Pela Direcção da AAASFG: Carlos Bragança

Foi para a Casa do Pai

Não pode o nosso Seminário deixar de exarar aqui o seu profundo e muito sentido pesar pela morte do saudoso Pe. António Bernardino do Nascimento Barreiros, Pároco do Fundão desde 28 de Outubro de 1978 e, durante alguns anos, zeloso confessor, dedicado e assíduo, dos nossos seminaristas.
Esquecidos de que trazemos a morte connosco desde o nosso nascimento, ou antes desde a nossa conceição no ventre materno, a morte é sempre uma surpresa!
Assim, apesar de, ultimamente, a doença que lhe ia consumindo as forças se ter agravado com visível sofrimento, a infausta notícia da sua morte, na manhã do passado 22 de Agosto, surpreendeu-nos dolorosamente!
Se, pela experiência quotidiana, é bem certo que na vida transportamos a morte, certo é também que na morte transportamos a vida para dela prestarmos contas a Deus, Senhor da Vida!
Embora a nossa aventura, o nosso modo de estar para além da morte seja um mistério insondável, confiados na Misericórdia Infinita do Juiz Divino, piedoso e bom, e porque o saudoso Pe. Barreiros viveu na fidelidade a Deus e à Igreja, acreditamos que a sua formosa alma esteja já a receber o prémio das acrisoladas virtudes de que nos deixou exemplo perdurável.
Sacerdote de piedade intensa, onde sobressaía o amor à Eucaristia e a Nossa Senhora, procurou sempre a Glória de Deus e o Bem das almas.
Fidelíssimo em guardar a Fé, seguiu sempre as orientações do Santo Padre e do seu Bispo Diocesano.
Entregou-se, sem reservas, não obstante tantas incompreensões(!), a todas as paróquias que o Senhor lhe foi confiando ao longo dos 60 anos do seu ministério sacerdotal.
Como vela acesa, irradiando luz e calor, consumiu-se até ao esgotamento total, com alegria interior, apesar do sofrimento moral e físico que, a exemplo do Mestre, com a força do Espírito Santo, sabia ocultar, para tornar esse sofrimento corredentor mais meritório a favor das almas que lhe estavam confiadas.
Que lá do Céu, onde o cremos a receber a “Coroa da Glória e da Justiça”, de que nos fala S. Paulo, interceda também pelo nosso Seminário que muito amou e ama, porque a morte apenas nos torna invisíveis! Como nos diz o Prefácio da Missa de defuntos, “a vida não acaba, apenas se transforma”.

Pe. Mário Gonçalves

quinta-feira, dezembro 07, 2006

Sempre em frente...

Ainda não há muito tempo, ao folhear determinado livro cujo título já não recordo, encontrei este pensamento: O Horizonte faz-nos caminhar…
Não demorei muito a concordar com o axioma. Sobretudo quando esse horizonte se identifica com meta que eu almejo; se identifica com razão de viver; se identifica com o sonho por mim acalentado; quando se converte em certeza à qual posso chegar pois que disponho de capacidades para tal; quando o horizonte outra coisa não é senão motivação.
Esta reflexão tornou-se mais intensa e não se afastou de imediato… Por isso dei comigo a pensar que o horizonte que nos faz caminhar quase sempre é bem visível por cada um de nós. Quando tal acontece nenhum de nós hesita e quase corremos para ele. Mas sabemos que nem sempre é assim. Muitas vezes, o nosso horizonte torna-se pouco visível. Não tem contornos bem definidos…Vê-se mal… muito mal; Dias há, em que o horizonte desaparece. Sabemos que está lá, mas de facto não o vemos. É aí que a caminhada se torna mais dura. Apetece desistir. Distraímo-nos até com outros que se encontram mais perto, mais visíveis mas de menor qualidade. Então a nossa existência é acometida de tentação impertinente…; Muitos desistem e matam os seus sonhos…
Também sentimos o desânimo quando o nosso horizonte se define de forma negativa. Explico-me: sei que aquilo que eu quero não é isso mas também não sou capaz de o definir pela positiva. É aí que os verdadeiros amigos (os que possuem Sabedoria) têm papel fundamental. São os chamados conselheiros. Alguns são de índole espiritual. Com a sua experiência serão os primeiros a alertar-nos, a animar-nos, a repreende-nos e sobretudo a deixar-nos na liberdade. Eles dir-nos-ão que um horizonte quando magnânimo se revela custoso e distante, mas não impossível. Dir-nos-ão que é necessário ir sempre em frente. Quando se vê e quando se não vê, quando se vê mal e quando nada se entende. Dir-nos-á ser necessária a fé a esperança e sobretudo a paixão do amor.
Caros amigos, no início de mais um ano lectivo, no início de uma nova actividade, no recomeço de um processo que não se esgota, que o horizonte, seja qual for a sua visibilidade, nos faça caminhar e que a certeza de conseguirmos, porque capacitados, seja para já o único horizonte.
P. Alfredo
Vice-Reitor